Sou uma entusiasta de projetos que dão vida a espaços públicos e promovem a revitalização dos mesmos, caso do High Line Park, em Nova York, que já mencionei aqui algumas vezes. Porém, dessa vez, quero chamar atenção para um espaço privado de utilização pública. E bem aqui no Brasil. Trata-se do Museu Inhotim, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, localizada em Brumadinho, a 60km de Belo Horizonte, Minas Gerais.
O museu a céu aberto conta com mais de 500 obras de arte contemporânea - de feras como Adriana Varejão, Helio Oiticica, Cildo Meireles – espalhadas em quase 500 mil metros quadrados de jardins magníficos. A completa integração entre comunidade, natureza e arte conferem a esse espaço um significado ímpar para o conceito de beleza. Além do museu e do jardim botânico, conta com programa de inclusão e cidadania para a população do entorno. Ainda não conheço o lugar, mas essa falha em breve será reparada. Convido todos a fazerem o mesmo. Boa viagem: http://www.inhotim.org.br/
Fico feliz em ver uma marca tão poderosa como o Google dedicar seu “doodle” (tema do logotipo) para um evento como o Solstício de Inverno. Um ícone do mundo virtual faz uma homenagem a um marco importante no ciclo natural da terra. Para quem não sabe o que é, o solstício de inverno ocorre quando o Sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do equador. Tal evento marca uma mudança em nosso planeta. É o momento em que a energia yin atinge seu ponto máximo para em seguida começar a perder força para a energia yang que terá seu pico no solstício de verão. Antigamente, eventos como esses eram celebrados em festividades e honrarias à mãe natureza para abençoar colheitas. Hoje temos o doodle do dia para nos lembrar que ainda somos seres vivos, que precisamos tomar sol todos os dias, que necessitamos de ar fresco e muita água. Parabéns Google!
Que tal virar o disco e tocar outra música? Já reparou se você faz todo dia as mesmas coisas, do mesmo jeito? Eu já. E como é fácil acomodar-se e repetir tudo igualzinho todo dia.
Experimente mudar o lugar da escova de dentes, mudar as panelas de lugar na cozinha, trocar a função das gavetas do aparador. Reciclar ideias, mudar caminhos, trocar os móveis de lugar. Tirar a poeira do que está parado há muito tempo. Tudo isso cria novas conexões neurais e ajuda a mente a não envelhecer.
E o que isso tem a ver com Feng Shui? Cada vez que mudamos estamos mexendo com a energia Ch’i que nos rodeia. Ela precisa estar sempre viva, limpa, alimentada. Quando mudamos alguma coisa externa, algo acontece em nosso interior. Preste atenção nessas mudanças. Elas são sempre um convite da vida para uma nova dança. Entre em sintonia e busque o equilíbrio novamente. E assim, tudo fica mais desafiador, mais divertido e feliz.
Ai que saudades de escrever no meu blog querido! Estive ausente daqui, mas continuo escrevendo. Explico: desde o ano passado estou escrevendo para o site Dove sobre Feng Shui.
E foi graças a este blog! Portanto, nada mais justo do que voltar alimentá-lo de conteúdos.
Para quem não teve oportunidade de ler os artigos, segue abaixo o link para um dos textos:
http://www.dove.com.br/artigos/dividir-para-nao-dividirSe quiser ler os outros, basta escrever Vera Sousa no buscador e ele selecionará os cinco artigos publicados.
Estou muito feliz fazendo isso, pois acredito que a informação tem um alcance maior.
Mas o blog mora no meu coração e será sempre a pedra fundamental.
Já já eu volto com um post inédito.
Primavera: sempre adorei essa estação. Talvez porque traga meu nome no meio da palavra, sempre me identifiquei com esses meses do ano. Especialmente o mês de outubro. Quase final de ano, as festas se aproximando, o vento, o clima mudando e trazendo as flores. E é sobre elas que quero falar. Gosto de observá-las em todas as suas fases. Agora o Jasmim de Madagascar da minha varanda está em flor. Começando a abrir. Não vejo a hora de sentir o perfume de suas florzinhas brancas e miúdas nas noites quentes que se aproximam. Já a romãzeira sofreu um pouco com o vento dos últimos dias em São Paulo, mas está se recuperando. A natureza é sábia e deve estar fazendo isso para que ela fortaleça ainda mais seus frutos. E assim, observando as flores faço minha conexão com a natureza todos os dias. E isso é tão importante para alimentar nossa energia. Se eu fosse você experimentava.
Outro dia estava assistindo pela enésima vez o filme "Sob o sol da Toscana". Aliás, sempre tive uma fixação por filmes que mostram casas caindo aos pedaços sendo completamente reconstruídas, e esse é especialmente fascinante nesse quesito. Primeiro pelo cenário e depois pela excelente interpretação de Diane Lane como a escritora Frances Mayes que resolve abandonar sua vida em São Francisco (após uma decepção amorosa) e compra uma casa chamada Bramasole, no miolo da Toscana. Sem perceber, conforme a reforma da casa avança ela também vai reformulando seus sentimentos. Entretanto, há uma cena emblemática dessa transformação. É a última cena do filme. Existe uma torneira que passa o filme inteiro pingando sem jamais alguém conseguir entender por que não funciona. No final do filme, quando Frances redescobre o amor, a torneira começa a jorrar água sem parar (e pela enésima vez eu choro...). Mas, afinal, o que o Feng Shui tem a ver com isso? Usei esse exemplo para ilustrar que a água está relacionada com as nossas emoções. E como sempre digo, o físico dá sinais daquilo que é invisível, portanto, não descuide dos encanamentos e dê fim a qualquer sinal de vazamento na sua casa. Combinado?