segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Arte Interior assoprando a primeira velinha!

Começou tímido, escondidinho e aos poucos foi se deixando ler, conhecer. Primeiro veio o nome. Algum anjinho assoprou no meu ouvido: ARTE INTERIOR. Conseqüência do meu amor pela arte do fazer, do artesão. Interior porque conhecer-se é uma arte que aprendemos por uma vida toda, ou por várias vidas. E o Feng Shui para mim é, acima de tudo, uma forma de autoconhecimento. Por isso, nesta data quero agradecer a todos que me apresentaram esse caminho: em primeiro lugar aos meus queridos pais que me ensinaram que saber não ocupa espaço; ao meu marido por sua generosidade; à minha irmã por me presentear com o livro daquela que seria e é minha grande mestra nessa caminhada: Silvana Occhialini; a todos os meus amigos e amigas que ao longo desse ano me fizeram acreditar que a vida pode ter outras cores.
Obrigada, obrigada, obrigada.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Pé na estrada

É, eu sei, faz algum tempo que não escrevo. Explico: viajei para participar de mais um workshop sobre Feng Shui com o mestre chinês, Prof. Lin Yun. Porém, não é sobre o curso que eu quero falar, mas sobre a experiência de visitar um local que é a prova concreta de que é possível mudar a energia (ou Ch'i) de um lugar. Refiro-me ao High Line Park (http://www.thehighline.org/), inaugurado há um ano no bairro Chelsea, em Nova York. O parque era antes uma via férrea horrorosa, abandonada há anos. Hoje é o primeiro parque elevado das Américas que, além de contar com um jardim suspenso lindo, oferece inúmeras atividades para moradores e turistas. E foi o que eu fiz. Saindo do aeroporto de Newark, às 6h30 da manhã, fui direto para a aula de pilates oferecida pela High Line gratuitamente. A energia do local é fantástica. Muitas pessoas caminham, outras passeiam, algumas simplesmente descansam nas espreguiçadeiras. É um ótimo exemplo de boa ocupação do espaço público. Tenho certeza que a Danuza Leão não aprovaria minha escolha, mas esticar o esqueleto, depois de viajar quase 9 horas na classe econômica, foi bastante prazeroso e reenergizante.

Semana que vem, tem mais.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

É fogo!

Seguindo o ciclo de geração dos elementos, o próximo de que vou falar é o fogo. Esse elemento, alimentado pela madeira, tem em sua característica a dependência, ou seja ele depende de algum combustível para existir. Também representa o brilho, o calor e a aridez. Ocupa a posição mais yang do baguá o que significa o momento com maior iluminação, maior presença de luz. Não é à toa que está relacionado com nossa fama, mas não no sentido mundano da palavra, aqui estamos falando da forma como somos reconhecidos pela sociedade. Ou seja, só podemos ser reconhecidos por aquilo que fazemos, ou mostramos de nós mesmos. Você já parou para analisar como as pessoas te vêem? Não é um exercício fácil mas é muito útil para avaliar se você está repetindo comportamentos que não te servem mais. Quanto mais alinhamos nosso caminho com nossa essência e missão de vida mas felizes ficamos com a forma como somos reconhecidos. Algumas manifestações físicas podem dar sinais de como está a energia dessa área em nossa vida. Se essa é uma área faltante no seu imóvel ou se existem banheiros nessa posição (ciclo de controle: a água apaga o fogo!), isso pode significar que você tem dificuldades em ser reconhecido por aquilo que faz por seus amigos, chefe, etc, ou que você dá muita atenção às opiniões alheias sem cultivar sua auto-estima. Para ativar essa área use luzes, velas ou a cor vermelha. Mas cuidado com os excessos. Lembre-se que o fogo incendeia. Se exagerar na dose também pode ser reconhecido por um aspecto negativo que deseja ocultar.

Elemento: fogo

Período do ano: verão

Direção: sul

Cor: vermelho

Forma: triangular

Órgão: coração e olhos

Emoção: euforia

Virtude: polidez

Animal: faisão/pavão (simbologia chinesa)

domingo, 28 de março de 2010

Os ciclos de geração e controle dos elementos

Antes de falar especificamente de cada elemento (madeira, fogo, terra, metal e água) é importante esclarecer que os elementos são representações das forças da natureza. E como forças, elas obedecem a um ciclo natural que pode ser de geração ou de controle. O ciclo de geração pressupõe que uma força alimenta a outra de forma harmônica e contínua, ou seja, a madeira é combustível para o fogo, que por sua vez produz a terra através das cinzas de sua extinção. Essa terra contém o metal que, uma vez condensado, vira a água que vai nutrir a madeira e recomeçar o ciclo. Já o ciclo de controle, como diz o nome, é mais tenso. Uma força se sobrepõe a outra de forma mais agressiva. Assim, a madeira consome a terra, que por sua vez controla a água, que apaga o fogo, que derrete o metal, que corta a madeira.

Para a harmonização de um ambiente precisamos observar se esses cinco elementos estão em equilíbrio. Se estiverem em excesso ou falta, o uso dos ciclos de geração ou controle são indicados. Vejam no post a seguir, o que acontece quando temos desequilíbrio do elemento madeira.

O elemento madeira

Nosso Chi é a nossa essência, aquela que nunca muda desde que nascemos até quando morremos. Entretanto, o estado desse Chi pode mudar. Se estiver bem nutrido você se sentirá bem, caso contrário sentirá os reflexos físicos e/ou emocionais de sua fraqueza. Existem muitas formas de melhorar a qualidade do seu Chi e observar o equilíbrio dos cinco elementos, que mencionei no post anterior, é uma delas.

Cada elemento está associado a um período do ano, a uma direção, cor e parte do corpo. O elemento madeira corresponde à energia emergente da primavera, quando as plantas brotam. Portanto, está relacionado ao nascimento e expansão. A cor da madeira é o verde, representado pela imagem da árvore, que finca suas raízes e absorve da terra os nutrientes para seu crescimento.

Como analisar isso na prática? Quando você entra numa casa repleta de móveis pesados de madeira escura, estampas florais, tapetes desenhados, chão de madeira, imediatamente você sente que existe algo em excesso. Para suavizar podemos usar o elemento fogo que vai drenar a energia da madeira, ou então usar o elemento de controle, que nesse caso é o metal. Ele corta de forma mais contundente a presença da madeira. Como fazer isso? Pintando a madeira de branco, por exemplo. A madeira permanece lá como matéria prima, mas a cor branca suaviza o excesso.

Da mesma forma você pode encontrar um ambiente escasso de elemento madeira. Trazer plantas vivas, tecidos floridos ou listrados e a cor verde ajudam a equilibrar a falta desse elemento.

Pessoas com desequilíbrio de madeira podem apresentar acessos de raiva, tanto a expressa quanto a reprimida. Isso prejudica o fígado e leva à tensão muscular e a várias indisposições, como dores de cabeça, problemas de visão e menstruação irregular. A emoção positiva do fígado é a bondade.

Elemento: madeira
Período do ano: primavera
Direção: leste
Cor: verde/azul
Órgão: fígado
Emoção: raiva, ansiedade
Virtude: Bondade, firmeza
Animal: dragão azul (simbologia chinesa)