Não sei exatamente como essas coisas acontecem, mas que eu fiquei feliz, ah fiquei!
Seguindo o ciclo de geração dos elementos, o próximo de que vou falar é o fogo. Esse elemento, alimentado pela madeira, tem em sua característica a dependência, ou seja ele depende de algum combustível para existir. Também representa o brilho, o calor e a aridez. Ocupa a posição mais yang do baguá o que significa o momento com maior iluminação, maior presença de luz. Não é à toa que está relacionado com nossa fama, mas não no sentido mundano da palavra, aqui estamos falando da forma como somos reconhecidos pela sociedade. Ou seja, só podemos ser reconhecidos por aquilo que fazemos, ou mostramos de nós mesmos. Você já parou para analisar como as pessoas te vêem? Não é um exercício fácil mas é muito útil para avaliar se você está repetindo comportamentos que não te servem mais. Quanto mais alinhamos nosso caminho com nossa essência e missão de vida mas felizes ficamos com a forma como somos reconhecidos. Algumas manifestações físicas podem dar sinais de como está a energia dessa área em nossa vida. Se essa é uma área faltante no seu imóvel ou se existem banheiros nessa posição (ciclo de controle: a água apaga o fogo!), isso pode significar que você tem dificuldades em ser reconhecido por aquilo que faz por seus amigos, chefe, etc, ou que você dá muita atenção às opiniões alheias sem cultivar sua auto-estima. Para ativar essa área use luzes, velas ou a cor vermelha. Mas cuidado com os excessos. Lembre-se que o fogo incendeia. Se exagerar na dose também pode ser reconhecido por um aspecto negativo que deseja ocultar.
Antes de falar especificamente de cada elemento (madeira, fogo, terra, metal e água) é importante esclarecer que os elementos são representações das forças da natureza. E como forças, elas obedecem a um ciclo natural que pode ser de geração ou de controle. O ciclo de geração pressupõe que uma força alimenta a outra de forma harmônica e contínua, ou seja, a madeira é combustível para o fogo, que por sua vez produz a terra através das cinzas de sua extinção. Essa terra contém o metal que, uma vez condensado, vira a água que vai nutrir a madeira e recomeçar o ciclo. Já o ciclo de controle, como diz o nome, é mais tenso. Uma força se sobrepõe a outra de forma mais agressiva. Assim, a madeira consome a terra, que por sua vez controla a água, que apaga o fogo, que derrete o metal, que corta a madeira.
Nosso Chi é a nossa essência, aquela que nunca muda desde que nascemos até quando morremos. Entretanto, o estado desse Chi pode mudar. Se estiver bem nutrido você se sentirá bem, caso contrário sentirá os reflexos físicos e/ou emocionais de sua fraqueza. Existem muitas formas de melhorar a qualidade do seu Chi e observar o equilíbrio dos cinco elementos, que mencionei no post anterior, é uma delas.
É impossível não comentar a reação da natureza nestes meses de janeiro e fevereiro. Hoje é o segundo dia sem chuva em São Paulo, após 48 dias ininterruptos de pancadas torrenciais todas as tardes, noites ou manhãs. Será que a natureza está querendo dizer alguma coisa? Tenho cá pra mim que sim. Para começar ela quer dizer que a primeira frase deste post contém um erro clássico: colocar a natureza lá, e nós aqui. Afinal somos nós de alguma natureza diferente? Não. Quando a gente sente calor, transpira. Será que a terra não está transpirando também? Com toda essa água, ela deve estar sentindo muito calor. Observar a natureza (incluindo a nós mesmos) é uma forma sábia de encontrar o equilíbrio. Os mestres Taoístas já sabiam disso quando desenvolveram a medicina chinesa, incluindo o Feng Shui. Madeira, fogo, terra, metal e água são os cinco elementos que de acordo com essa arte milenar devem estar em harmonia para que tudo funcione bem. Na nossa casa, os materiais, acabamentos que escolhemos para a decoração, as cores, as plantas, todos os objetos que utilizamos ao nosso redor dão indícios de como estamos equilibrados por dentro também. E como a natureza nos ensina, tudo o que está em excesso não é saudável. Nos próximos posts vou escrever sobre cada um desses elementos e o que podem causar quando estão em desequilíbrio. Até lá.
Não tirei essa afirmação de lugar nenhum, mas da minha própria experiência. Adoro esse mês por essa qualidade onírica. A perspectiva de um ano inteiro pela frente me enche sempre de esperanças. Parece que tudo pode ser feito, tudo é permitido, tudo dá tempo. É uma energia completamente diferente de dezembro, quando parece que tudo está atrasado. Então, num passe de mágica o dia 31 põe um fim a essa loucura. E vem o dia 1° de janeiro. Parece um dia enoooorme. Toda a pressa acabou. Correr agora pra quê?